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O PROTAGONISMO DAS EQUIPES ORIENTADAS A DADOS NA ORGANIZAÇÃO – DATA-DRIVEN SQUADS

EQUIPES ORIENTADAS A DADOS NA ORGANIZAÇÃO - DATA DRIVEN SQUAD

Lara tinha acabado de ser promovida na empresa que atuava como advogada há 5 anos. Seu setor tinha outras 3 pessoas e a rotina estava entre fazer a assessoria da presidência e diretoria, gerenciar os diversos escritórios terceirizados, atender as demandas de processos trabalhistas e aacompanhar o dia-a-dia da empresa nas questões processuais e jurídicas (a princípio nem perto de ser uma equipe orientada a dados). A empresa estava em expansão, ganhava visibilidade, tinha em seu planejamento estar entre as melhores empresas do seu nicho, mas para isso, Lara sabia que faltava muito para – realmente – a empresa se tornar o que almejava. Ela costumava ter os estudos sobre implementação de Governança e Compliance em dia, estudo sobre a LGPD e seu impacto nos processos da empresa, mesmo ainda não tendo espaço e alçada para implementar. Nos estudos sobre compliance ela entendeu como as melhores empresas do mundo estavam transformando suas gestões e, portanto, tornando suas equipes orientadas a dados, e como trabalhar com análise de dados no compliance maximizava valor para a organização.

Lara sabia que o caminho era longo e que, agora promovida, sentia o peso e o prazer de poder fazer história e realizar sua entrega como sempre estudou e deixar seu legado por ali.

Agora como Chief Compliance Officer seu primeiro desafio foi conhecer sua equipe e encarar o quanto estavam desatualizados e desconectados da visão da empresa – estar entre as melhores do seu nicho – e principalmente, estavam longe da visão de mundo orientado a dados. Confirmou que o caminho seria longo mesmo, mas sabia que estava no lugar certo. (Força Lara!)

Qual a primeira coisa que deveria ser feita? Como engajar o time? Como ensinar essa nova cultura de dados? Qual a ordem para seguir? Tem uma ordem? Mas tenho tanta coisa pra fazer, realmente é importante como dizem?

Vamos ajudar a Lara nesse processo, trazendo à luz o tema empresas data-driven, ou empresas orientadas a dados onde, em outro artigo, já abordamos sobre a imensa ‘produção’ de dados no mundo.

Dentro desse contexto perceba a urgência e a responsabilidade dos gestores em internalizar mais esse ponto no seu processo de construção do seu modelo de gestão, bem como replicar e construir equipes orientadas a dados evangelizando-o quanto à importância do desenvolvimento dessa habilidade (já mencionada pelo Fórum Econômico Mundial) e que faz com que as empresas tomem as melhores decisões:

EQUIPES ORIENTADAS A DADOS NA ORGANIZAÇÃO - DATA DRIVEN SQUAD

Veja como o pensamento analítico, além de estar em primeiro na lista, também está intrínseco em todos os pontos.  Não basta mais apenas executar o ‘feijão com arroz’ do seu setor. Agora os dados produzidos em todas as esferas tanto da organização (interno) quanto do mercado (externo) podem ser cruzados e analisados transversalmente. É como se todos os setores da empresa pudessem ser integrados (finalmente) e usados para maximizar os resultados da empresa e aumentar consideravelmente seu valor de mercado, visto que a análise de risco e retorno se torna, ao final do dia, mais efetiva.

É exatamente esse mindset analítico que deve ser proliferado em toda a companhia.

DATA DRIVEN SQUADS

Vamos entender um pouco sobre as condições, sobre o back-end, ou o lado de trás da análise de dados, explicando seu escopo-base:

1 – CAPTURAR

Imaginando a imensa quantidade de dados gerados, como já vimos, vindo eles das mais diversas fontes, como planilhas em Excel, documentos em Word, arquivos .pdf, relatórios de sistemas (ERPs, CRMs), informações de fontes públicas, informações de internet, dentre tantas outras fontes, eles ainda são considerados, dados soltos, ainda não são informação, não dando a possibilidade de aprofundamento de análise.

2 –ORGANIZAR

Após o entendimento de quais fontes de dados vão compôr os cruzamentos, aí vem o segundo passo do escopo, a organização dos dados. Nessa fase tudo é arranjado para que as fontes estejam ‘limpas’ e estruturadas para o desenvolvimento dos dashboards. E para isso é interessante contar com profissionais especializados em Arquitetura de Dados ou BI – Business Intelligence.

3 – ANALISAR

Agora sim, chegou a hora de entender o comportamento dos números no tempo e no contexto escolhido. Entender quais KPIs fazem mais sentido para o resultado de fato da empresa, entender qual setor está menos eficiente, qual o ponto crítico causal dessa ineficiência. Ou, dependendo do contexto escolhido, entender os pontos de risco do negócio, seu tamanho, urgência e impacto e também sua constância/ padrão no decorrer do tempo escolhido, etc.

4 – MONITORAR

As análises são infinitas e quanto mais experiente no business o gestor for, mais perguntas-chave poderão ser feitas em hipóteses e respondidas ou não pela arquitetura de dados escolhida e assim, reajustado o modelo. O monitoramento se dá a cada momento configurado em sistema especial de Business Intelligence, hoje existem vários no mercado que atendem necessidades bem parecidas.

5 – COMPARAR

Você consegue perceber que até aqui ocorre um ciclo virtuoso de olhar crítico embasado e focado no negócio? Comparar os números faz parte desse processo. A cultura das equipes orientadas a dados eleva o nível da estratégia e agiliza/ antecipa a tomada de decisões.

6 – PREDIZER

Para a organização chegar nessa etapa devemos considerar que o nível de maturidade em análise de dados já está mais consolidado. Aqui entra análises estatísticas de probabilidades em cenários e descoberta de tendências no negócio.

Já comentamos em outro artigo sobre Data Literacy que é o que chamam de alfabetização de dados. Ou a capacidade de ler, gerenciar, analisar e argumentar por meio de dados.

Essa é a melhor definição de habilidades de times orientados a dados na organização.

E entendendo o escopo base da análise de dados parece ficar mais claro as infinitas possibilidades de análise que podem ser feitas do negócio.

A reflexão de hoje é sobre o mindset analítico das lideranças e seu protagonismo em formar seus times para a cultura data-driven. Entende a importância de tornar as equipes orientadas a dados na organização? Você já imaginou formar um ecossistema de dados da sua organização, ou do seu setor, mercado, stakeholders, dos riscos envolvidos, das probabilidades e ocorrências? Suas causas e impactos no resultado do negócio? O que você como gestor tem feito para acelerar a formação do seu mindset analítico? E do seu time? Você vai esperar mais quanto tempo?

Sempre lembrando que: A ANÁLISE DE DADOS LIBERTA E EMPODERA.

See you soon.

mm

Sobre Maria Eugênia Faccio

Head de Inteligência do Studio Estratégia, Especialista em Gestão Financeira, Custos e Resultados pela FGV/RJ, Master in Business Innovation pela Católica/SC e Economista pela UFSC. Hoje trabalha o mindset de inovação e seus desdobramentos em gestão, finanças e dados, em médias e grandes empresas Nacionais e Multinacionais. Professora de pós-graduação, Founder e CEO da BIZI_a Business Intelligence Hub.

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