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DATA-DRIVEN COMPLIANCE – A NOVA (NOVÍSSIMA) ESTRATÉGIA PARA A GESTÃO DE RISCOS

data driven compliance

Se parássemos agora e pegássemos um recorte de 2019, lá no auge de como a gestão das empresas operacionalizavam seu dia-a-dia, suas lideranças, seus processos, suas entregas e resultados e, colocássemos lado a lado da operação reajustada que teve que tomar uma nova forma ‘urgente’ de 2020, cenário de pura incerteza de mercado, corte de gastos, revisão de investimentos, reinvenção das lideranças, forma de trabalho para remoto, reinvenção social e de consumo, quais as conclusões poderiam ser tiradas? Você imaginaria em 2019 uma
estratégia de Data-Driven Compliance implementada em menos de 1 ano?

Um grande filtro permeou todos os nichos de negócios e seus mercados. Sobraram os mais fortes, melhores estruturados, ou com fluxo de caixa melhor, com braço forte em lobby, enfim, um grande salve-se quem puder e alerta vermelho passou a fazer parte da rotina. O novo comportamento do mercado e do consumidor deu o tom de retomada. E de uma forma mais latente, pode-se dizer que esse novo consumidor é também o novo funcionário, o novo fornecedor, o novo prestador, o novo investidor, o novo mercado. Os olhares mudaram, a incerteza passou a ser a regra e os scrums diários nunca antes vistos agora faziam parte das rotinas de outros times além de tecnologia.

Gestão de Riscos - Data-driven Compliance

A Gestão de Riscos passou a ser pauta não somente das grandes empresas, empresas cada vez menores entenderam sua importância e, por se tratar de uma crise, ainda que com resultados mais pesados negativamente para alguns setores, errar aqui não é uma opção. E para servir de pano de fundo para a nossa conversa de hoje sobre Data-Driven Compliance, trago aqui uma fala publicada pela Gartner, consultoria especializada em Data & Analytics.

“A incerteza introduzida em 2020 permanecerá conosco por vários anos. Mas com a interrupção vem uma oportunidade enorme não apenas de reiniciar o que costumávamos fazer, mas de abrir novos caminhos. Os gestores Data & Analytics que prosperam projetam e executam uma estratégia que acelera a mudança, cria resiliência e otimiza o impacto nos negócios.

– Rita L. Sallam – Distinguished VP Analyst, Gartner Research & Advisory

Já comentamos aqui no artigo anterior, em como o volume de dados gerados pelas empresas e seus processos, componentes (IoT – Internet of Things) e pessoas está cada vez maior e, portanto, humanamente inviável de gerir essa possível riqueza de informações estratégicas. Possível porque os dados crus, ainda precisam ser ‘higienizados’ (eliminar duplicidades), tratados e apresentados de forma que possa gerar essas informações estratégicas. Comentamos também como o profissional do futuro do Compliance precisa desenvolver a habilidade de ouro de leitura dos dados. Pra saber configurar quais dados são relevantes para o Indicador analisado e fazer as perguntas certas, formando inclusive um círculo virtuoso na cultura de dados da empresa.

Trouxemos também a seguinte reflexão:

‘Partindo do pressuposto que a operação, o dia-a-dia do negócio, desde o nível mais básico até o estratégico, ainda não contemplem a total digitalização e sua cultura em gestão baseada na inteligência de dados, faz com que isso, por si só, seja entendido como risco inerente.’

Veja como pode ser interessante:
Em artigo recente (Dez/20) para a GIR – Global Investigations Review, Neil Garodia e Steven Tyrrell abordaram o tema sobre o Departamento de Justiça Amerinano (DOJ) orientar os programas de conformidade baseados em dados e sua eficiência.

data-driven compliance

No início do ano passado, o DOJ começou a alertar as empresas a sério que a análise de dados era um novo foco para a agência. Como declarou o ex-procurador-geral adjunto Matthew Miner, o DOJ aproveitou a análise de dados em suas próprias investigações para identificar fraudes do Medicare, manipulação de mercado e outros tipos de atividade fraudulenta. De acordo com Miner, como “as empresas têm acesso melhor e mais imediato aos seus próprios dados” do que os reguladores, quando ocorrer uma má conduta, os promotores vão perguntar sobre o que a empresa fez para analisar ou rastrear seus próprios recursos de dados. Desenvolvendo ainda mais este tema, o DOJ revisou seus critérios para “Avaliação de Programas de Conformidade Corporativa” em junho de 2020, fornecendo novas orientações concretas e enfatizando o uso de análise de dados para aprimorar as avaliações de risco e o
acesso a recursos de dados, entre outros.

Existem alguns desafios para implementar um Data-Driven Compliance, são eles:

  • Falta de adesão;
  • Sem planejamento estratégico de curto prazo;
  • Falta de Governança de dados;
  • Modelo Operacional ineficaz;

O artigo explica em maiores detalhes cada um deles e como superar, valendo a leitura, clique aqui para ler.

Ter acesso às informações on-time e não apenas uma ‘foto’ da Gestão de Risco no momento de uma auditoria é o que tem feito as empresas, nessa nova forma de pensar negócio no mundo pós-pandemia, a gerenciar crises. Nunca foi tão unânime e urgente a adoção da análise de dados nas organizações. E com a crescente exponencial da quantidade de dados gerados, o Sucesso do programa de conformidade está intrinsecamente atrelado à implementação do controle do Compliance através do cruzamento e monitoramento on-time dos dados e suas tendências e impactos, o chamado Data-Driven Compliance.

MOTIVOS PARA TORNAR-SE DATA-DRIVEN COMPLIANC

6 MOTIVOS PARA TORNAR-SE DATA-DRIVEN COMPLIANCE:

1 – Ter uma visão simplificada do comportamento dos pontos críticos referente dia-a-dia da Gestão do Compliance on-time;
2 – Prevenir, detectar e responder à eventos de riscos de não conformidades, mitigando e reduzindo o passivo da organização (eficiência, eficácia e economicidade na administração);
3 – Possibilitar a tomada de decisão ‘antecipada’;
4 – Automatizar a consolidação das informações-chave de toda a operação;
5 – Tornar a empresa auditável on-time;
6- Aprimorar a governança corporativa no que se refere a transparência aos stakeholders (controladora e acionistas);

O SUCESSO DO CHIEF COMPLIANCE OFFICER NO NOVO MUNDO

  • Seja protagonista na transformação digital e no aculturamento Data-Driven Compliance na sua organização.
  • Gerencie em plataformas integradas toda sua base de dados*, cruzando informações em dashboards, mapeando e possibilitando uma visão sistêmica do Compliance e insights para tomada de decisão imediata;
  • Planilhas e todo tipo de relatório e report., ERP, dados públicos, notícias de mídia, etc.
  • Base de dados: Canal de RH, canal de ética e denúncia, relatório de auditorias anteriores, relatório ISO, relatório da auditoria interna do sistema de gestão de Compliance, relatório de auditoria externa (certificadora), matriz de riscos e outras análises críticas de performance do time de Compliance.
  • Esteja à frente, a nível global, no seu mercado.

A reflexão de hoje é sobre o timing que pode estar sendo perdido e, portanto, qual o custo da protelação da implementação da cultura data-driven na sua organização. Você tem ideia do impacto que a falta do cruzamento e análise dos dados está causando neste exato momento na sua gestão e no negócio como um todo? Como a cadeia e seus riscos estão sendo monitorados? Como você como responsável pela gestão de Crise da empresa está prestando
contas dos resultados? Eles são à vista ou demoram mais que dois dias para realizar o fechamento e outros dias para análises? Você vai esperar mais quanto tempo?

Lembrando que: A ANÁLISE DE DADOS LIBERTA E EMPODERA.

See you soon.

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Maria Eugênia

Sobre Maria Eugênia Faccio

Head de Inteligência do Studio Estratégia, Especialista em Gestão Financeira, Custos e Resultados pela FGV/RJ, Master in Business Innovation pela Católica/SC e Economista pela UFSC. Hoje trabalha o mindset de inovação e seus desdobramentos em gestão, finanças e dados, em médias e grandes empresas Nacionais e Multinacionais. Professora de pós-graduação, Founder e CEO da BIZI_a Business Intelligence Hub.

Email: inteligencia@studioestrategia.com.br

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Roberta Volpato Hanoff

Sobre Roberta Volpato Hanoff

É CEO e Fundadora da Studio Estratégia – Governança, Riscos e Compliance, graduada em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, especialista em Direito Empresarial com ênfase em Recuperação Judicial, Falência e Administração de Crises pela FGV/Rio, CPC-A® (Anti-Corruption Compliance Certified Expert) e Auditora Líder para as Normas ISO 19600:2014 e ISO 37001:2016 (Sistemas de Gestão de Compliance e Antissuborno).

Email: roberta@studioestrategia.com.br

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