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ESG – Responsabilidade Socioambiental na Construção de Organizações Modernas

Responsabilidade Socioambiental nas Organizações

Quando uma organização cresce do ponto de vista econômico, porém prejudica o ecossistema com sua atividade, ainda assim podemos dizer que a mesma evoluiu, certo?

No entanto, essa jornada progressiva, ocorreu apenas sob um aspecto somente da estrutura da empresa, tornando, portanto, o resultado insatisfatório do ponto de vista global. 

Atualmente, os gestores não podem levar em conta apenas os aspectos financeiros para considerar como satisfatório um resultado. É necessário atender também a questões sobre a conformidade (Compliance), integridade de imagem, conduta ética,  responsabilidade socioambiental na organização, governança, entre outros aspectos, extremamente relevantes que corroboram para definir se os resultados foram ou não satisfatórios ao final de cada ciclo.

Recentemente, um tema muito discutido e valorizado é a responsabilidade sócio ambiental, que tem sido incorporada à cultura das empresas, pois diz muito sobre a conduta ética, o comprometimento e os valores dos líderes e de seus representantes.

ESG - Responsabilidade Socioambiental nas Organizações

ESG

A sigla em inglês trata dos temas ambiental, social e governança, trazendo a visão global de uma organização.

A implementação de ferramentas que possibilitem a construção de sistemas que tratem da gestão de questões sustentáveis, aliadas ao comprometimento social e da governança, trouxe um novo grau de exigência ao mercado.

Certificações como a ISO 37301:2021, ISO 37001:2017 e a ISO 9001:2015, auxiliam, e muito, nessa construção, pois exigem um olhar atento desde a forma como a empresa está constituída (organograma), passando por todo o desenvolvimento dos processos e seus respectivos procedimentos (POP’s e Políticas Internas), chegando aos controles e geração de indicadores ao final de cada período.

Conceituação do Tema Responsabilidade Sócio Ambiental nas Organizações

Atualmente, é um pensamento ultrapassado definir que a sustentabilidade está restrita a aspectos ambientais de impacto na natureza, assim como também não se restringe a responsabilidade social a ações em projetos sociais. Os dois trabalham e geram resultados juntos, e o empreendedor que deseja ter um negócio bem-sucedido, atual e duradouro, deve compreender isso para gerar valor nas dimensões econômicas, ambientais, sociais, de imagem e de conformidade.

Foi o resultado do valor agregado gerado aos produtos e/ou serviços através de uma atuação comprometida com o aspecto socioambiental, que permitiu a expansão de novos mercados, mesmo em meio a tantas crises e mudanças vividas nos últimos anos, proporcionando ao consumidor final um produto e/ou serviço de qualidade superior, através de novos padrões de exigência e de controle.

Essa nova visão mais apurada, que analisa riscos, conformidade, qualidade e prima pela melhoria contínua, trouxe maior espaço para certificações de gestão, bem como a ISO 37301:2021 – Compliance, ISO 37001:2017 – Antissuborno e ISO 9001:2015 – Qualidade.

É notório que uma organização com sistemas de Compliance, Combate ao Suborno, Integridade e Qualidade garante maior credibilidade diante no mercado, frente a clientes, fornecedores, investidores e colaboradores. Isso tudo, porque essas ferramentas constroem uma estrutura organizacional transparente e planejada, criando procedimentos internos que assegurem a conformidades com as normas e leis relacionadas às atividades desenvolvidas, minimizando riscos e consequentemente prejuízos, tendo por consequência o aumento da lucratividade. Neste cenário, a evolução, diferentemente daquela citada no início deste texto, é sustentável, é total.

Responsabilidade Socioambiental e o Compliance

A Relação entre a Responsabilidade Social nas Organizações e o Compliance

Quando uma empresa, de qualquer área de atuação, comete um crime ambiental, como desmatamento, poluição, contaminação de águas (rios, mares, etc.), incentiva e/ou permite trabalho escravo e infantil ou estabelece parcerias com empresas que tenham este tipo de conduta, a mesma pode responder a processos legais, impactando negativamente sob o ponto de vista financeiro, estratégico, de imagem, de conformidade e de controle de riscos.

As empresas modernas, já reconhecem que podem desenvolver uma colaboração para o desenvolvimento social e ambiental, visando à melhoria contínua e o bem estar social.

O Compliance busca exatamente a gestão do cumprimento às Leis e aos Normativos internos de uma organização, zelando por uma conduta ética e transparente, a entrega de serviços e/ou produtos dentro dos padrões necessários de qualidade que assegurem um bom desempenho, atendendo às expectativas de todas as partes interessadas.

Benefícios dos Sistemas de Gestão

  • Organização dos fluxos internos;
  • Aumento na qualidade e velocidade dos processos internos e externos
  • Melhoria nos relacionamentos entre colaboradores internos e agentes externos
  • Crescimento da credibilidade diante do mercado
  • Disseminação de elevados padrões de conduta ética e fortalecimento de cultura de integridade
  • Detecção e correção de não conformidades
  • Gestão dos riscos de forma mitigatória
ESG - Responsabilidade Socioambiental Empresarial

ESG na Construção de um Negócio

Ao construir um negócio, se determina quem é o público alvo, suas expectativas e as ações para atendê-los. A partir de então, é necessário analisar quais as consequências a atividade desenvolvida (seja produto ou serviço) pode gerar para o seu entorno, levando em conta aspectos ambientais e sociais.

Por exemplo: a instalação de uma rede de lojas pode agregar valor a uma determinada região, gerar demandas por estruturas como pontos de ônibus, iluminação pública, segurança, etc. Da mesma forma, uma edificação pode gerar trânsito excessivo no local, taxas elevadas de ruídos e por estes motivos, desvalorizar aquela rua ou bairro. Este tipo de estudo, de impacto social, demonstra o comprometimento com a sociedade para a qual trabalha, que uma organização tem, gerando como resultado credibilidade diante dos consumidores, investidores, fornecedores e parceiros de negócios.

Outra exemplificação: um produto ao ser desenvolvido precisa ter a análise do seu ciclo de vida (ACV) estudado, considerando a emissão de poluentes desde o transporte de sua matéria-prima até o local de produção e depois até os pontos de venda, o resíduo que sua embalagem pode gerar e o tempo de degradação natural da mesma, estratégias de coletas de embalagens para reciclagem/reaproveitamento, etc.

Diante dos exemplos, verifica-se que é necessário um estudo de impacto, de riscos e de oportunidades e é exatamente isso que os sistemas ISO possibilitam através da gestão da organização.

Como a ISO auxilia na Gestão do seu Negócio

Vamos construir um passo a passo, que elucida bem essa construção de gestão:

  1. Compreenda a estrutura da organização – desenhe o organograma, com setores em ordem hierárquica;
  2. Defina as atribuições para cada departamento – estabeleça qual função cada segmento desenvolve e quais os graus de conhecimento técnico e de aptidões intelectuais são necessários para cada um deles, aplicando esta exigência nas contratações;
  3. Capacite e Eduque suas Equipes – realize treinamentos acerca da função a ser desempenhada com cada colaborador, lembrando sempre de levar junto as questões de conduta esperada, apresentando inclusive as políticas, normas e diretrizes da empresa. Deixe claro quais são a missão, a visão e os valores da sua empresa para todo novo colaborador;
  4. Estenda a Educação e os Treinamentos – Leve aos parceiros de negócios e fornecedores as mesmas questões tratadas com seus colaboradores internos, e assegure de se relacionar com empresas e profissionais com conduta e valores compatíveis aos de sua empresa. Lembre-se de que toda responsabilidade é compartilhada, portanto, aquilo que seu parceiro fizer, também é de seu interesse;
  5. Crie procedimentos para cada processo da sua empresa – todos os setores precisam saber como atuar, ainda que os seus gestores não estejam presentes, portanto, registre, registre e registre! Crie um documento que explique as atividades desenvolvidas no setor e que liste os formulários padronizados utilizados por ele (se houver), esclarecendo quais as normas do país, estado e cidade a atividade deve obedecer, sem esquecer os normativos e exigência internos.
  6. Analise o Contexto, os Riscos e as Consequências – realize de modo minucioso, a análise crítica dos impactos causados pela atividade desenvolvida, os riscos e respectivas consequências que a empresa corre diariamente e elabore ações para mitigar os mesmos. Lembre-se sempre que, por riscos também se compreende oportunidades, verificando os benefícios que podem ser criados através da atividade.
  7. Monitore e Melhore Continuamente – Realize constantemente o monitoramento do atendimento aos procedimentos criados, às normas e regulamentos da atividade e às exigências internas, gerando indicadores para estes resultados, estipulando metas para melhoria contínua, com prazos e planos de ações.

Veja como sua empresa pode auxiliar no crescimento do local onde está instalada e para o público que atende e compreenda que você faz parte da construção de uma economia mais responsável e de geração de valor.

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Sobre Ana Carolina Colnaghi

Natural de São Leopoldo/RS. Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Unisinos – Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Pós-Graduada em Construções Sustentáveis. Possui especialização em Compliance. Auditora Líder ISO 19600 e 37001, reconhecida pela RAC/ABENDI. Atua na Construção Civil. Consultora de Compliance no Studio Estratégia, desenvolvendo e analisando processos e procedimentos, visando a melhoria contínua com base em Normas de Sistema de Gestão.

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